A eleição de 2018 será de tudo ou nada para Antônio Jácome

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Em sua trajetória política, o deputado federal Antônio Jácome não conhece o dissabor da derrota. Vereador eleito em 1988, Deputado Estadual por alguns mandatos, vice-governador de Wilma de Faria, em sua primeira gestão de 2003 a 2006, sua trajetória é de prestígio e vitorias, que se retroalimenta, não sendo possível afirmar se o poder que exerce na seara religiosa advém da política ou se é a projeção religiosa que lhe catapulta na política. Não importa a ordem, fato é que seu grupo e a trajetória escolhida pelo pastor agora se vê diante do tudo ou nada.

De uma confortável reeleição que teria para deputado federal já que tem uma base solida e um partido na mão, ele se lança ao abismo da incerteza de uma eleição para o Senado, principalmente se o Capitão Styvenson Valentim resolver ser candidato.

Sem nunca antes ter passado pelo teste direto da votação majoritária, Antônio Jácome experimentará uma vitória capaz de lhe consolidar de vez seu capital político ou uma derrota avassaladora capaz de minar tudo que construiu.

Em outra vertente, a situação do tudo ou nada se aprofunda pela situação do filho.

De vereador em 2012 a deputado estadual em 2014, Jacó Jácome agora se vê também diante do imponderável. Filiado ao PSD, ele precisará enfrentar a questão de fazer parte de um partido que tem candidato ao governo, mas estar no projeto de oposição, o de Carlos Eduardo, de quem seu pai é candidato a Senador. Não tem como desvincular uma situação dessa.

Nenhum deputado estadual do PSD admite ir para o jogo para fazer esteira de votos para Jacó, a situação do filho de Jácome eleva as incertezas na medida em que um dos cenários possíveis de se concretizar é aquele em que pai e filho terminem sem mandato.

Para Jácome, a eleição de 2018 deverá ser tudo ou nada. Dificilmente terá um meio termo.

Fonte:BG