Após dois anos, ninguém foi condenado pela chacina de 26 presos no RN

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Das grandes rebeliões em presídios que chocaram o país nos últimos anos, a maior parte não teve nem sequer investigações policiais concluídas. A notícia é destaque na Folha de São Paulo, que levantou os principais motins ocorridos no Brasil desde 2016.

Em 14 de janeiro de 2017, no presídio de Alcaçuz, localizado no município de Nísia Floresta, regiao metropolitana de Natal, o PCC matou pelo menos 26 presos da facção Sindicato do RN. O inquérito policial até hoje não foi concluído.

A Folha, o diretor da Divisão de Homicídios do Rio Grande do Norte, o delegado Julio da Costa reconhece que a demora em apurar o crime “estimula a impunidade”. Por isso, desde que assumiu o departamento em janeiro, designou uma delegacia só para apurar o caso, e promete concluir o inquérito até setembro. “Uma construção processual dessa natureza não é rápida”.

FONTE: FOLHA.