Confira como foi o ato contra cortes na educação

66

Começou por volta das 15h30 desta quarta-feira, 15, o ato contra o contingenciamento de recursos destinados a educação pública, medida anunciada pelo Governo Federal na semana passada e que pode inviabilizar o funcionamento de universidades e institutos federais do RN no segundo semestre deste ano.

A concentração do ato aconteceu na Av. Senador Salgado Filho, em frente ao Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do RN (IFRN). Milhares de manifestantes se reuniram no local e interditaram a rodovia no sentido Zona Sul/Centro. Antes das 16h, eles seguiram em caminhada até a Praça da Árvore, em Mirassol.

Às 15h58, manifestantes se aproximavam do cruzamento da Salgado Filho com a Antônio Basílio. (Foto: Pedro Vitorino / Cedida)

A Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (STTU) e a Polícia Rodoviária Federal (PRF) montaram um esquema especial durante a manifestação visando reduzir os impactos na fluidez do trânsito. A orientação aos motoristas é que utilizem vias alternativas, como a Via Costeira, a Prudente de Morais e a rua Jaguarari para quem se desloca em direção ao Centro.Essa orientação, segundo as pastas, se dá porque a pista principal da BR-101 no sentido Parnamirim/Natal estará interditada entre 16h e 19h, no trecho compreendido entre o bairro de Mirassol até a Arena das Dunas, em Lagoa Nova. Há também orientação para os usuários de transporte público, vez que algumas linhas de ônibus tiveram seus itinerários modificados.As linhas que passam pela Salgado Filho, por exemplo, estão sendo desviadas para a Prudente de Morais desde às 14h. Assim que for liberada a via, o transporte voltará a operar em seu itinerário normal. A previsão é de que essa liberação ocorra até às 19h, mas ela pode mudar de acordo com o andamento dos protestos.Em ação preventiva, a STTU modificou os planos de funcionamento dos semáforos da Av. Romualdo Galvão, Av. Prudente de Morais e da Rua Jaguarari. Eles ganharam mais tempo de “verde”. Com isso, o trânsito está livre na Prudente e apenas carregado na Romualdo e Jaguarari.

As principais centrais sindicais do Brasil, como a CUT e a Força Sindical, deram apoio às manifestações, ajudando a mobilizar militantes e emprestando carros de som em diversas cidades. Segundo Wagner Freitas, presidente da CUT, os atos são um “esquenta” para a greve geral marcada para 24 de junho.

Rio de Janeiro
Sob fina chuva, milhares de manifestantes se reúnem ao redor da Igreja Nossa Sra Candelária, no centro do Rio. Líderes estudantis, professores e funcionários de escolas públicas discursam em um carro de som. Eles são frequentemente interrompidos por coros como “ele não” e “tem dinheiro pro Queiroz, por que não tem pra nós?”, em referência ao ex-assessor parlamentar de Flávio Bolsonaro. Às 17h, os manifestantes vão sair em passeata rumo à Central do Brasil.

Milhares de pessoas também protestam no Rio de Janeiro. (Foto: Reprodução / Estadão)

São Paulo
Milhares de manifestantes se concentram no entorno do Masp, na Avenida Paulista, em São Paulo. Além de professores e estudantes, o ato também reúne políticos da oposição, como o ex-prefeito Fernando Haddad (PT). A organização pretende começar uma caminhada a partir das 17h30, em direção à Assembleia Legislativa, em frente ao Parque do Ibirapuera.

Avenida Paulista está lotada por manifestantes contra cortes na educação. (Foto: Reprodução / Estadão)

Curitiba
Na capital paranaense, manifestantes que partiram de diferentes pontos da cidade se concentram em frente à Universidade Federal do Paraná, na região central da cidade. Está prevista uma caminhada até o Centro Cívico, a cerca de 2 quilômetros de distância. Dali, o grupo planeja seguir para a sede da prefeitura antes de se dirigir à Assembleia Legislativa, onde representantes do grupo devem se reunir com deputados estaduais. Até as 11h, a Polícia Militar (PM) não tinha calculado o número de manifestantes.

Protesto contra corte de verbas de universidades toma as ruas de Curitiba. (Foto: Aniele Nascimento / Gazeta do Povo)

Salvador
A mobilização já lotava o Largo do Campo Grande, no centro, quando, perto das 10h, estudantes, professores, sindicalistas e apoiadores da manifestação saíram em caminhada com destino à Praça Castro Alves, distante cerca de 1,5 quilômetro. A Polícia Militar acompanhou a manifestação a fim de garantir a segurança das pessoas, mas não divulgará o número de participantes.

Com chuva, manifestantes chegam à Praça Castro Alves. (Foto: Marina Silva / CORREIO)

Brasília
Os manifestantes se concentraram em frente ao Museu da República, na Esplanada dos Ministérios. Dali, seguiram em direção ao Congresso Nacional, portando faixas e cartazes contra o contingenciamento de 3,4% das chamadas despesas discricionárias, ou seja, aquelas não obrigatórias, que o governo pode ou não executar, e que incluem despesas de custeio e investimento. Do alto do carro de som que acompanha a marcha, manifestantes discursam em favor de mais investimentos nas universidades públicas e sobre o risco de o corte de verbas inviabilizar as pesquisas desenvolvidas nos campus acadêmicos. Segundo cálculos da PM, às 11h, o ato reunia cerca de 2 mil pessoas.

Manifestantes lotaram a Esplanada, em Brasília. (Foto: Lucas Valença / Jornal de Brasília)
Agorarn