Educadores de Cerro Corá aderem a parada desta quarta-feira haverá mesa de debates prevista para às 14h30

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O Sindicato dos Trabalhadores na Educação do Rio Grande do Norte – SINTE, objetivando a greve nacional que acontece nesta quarta-feira(15), comunicou a secretária de educação do município de Cerro Corá, a paralisação da categoria.

A referida paralisação dar se á com objetivo de lutar contra o desmonte da aposentadoria e contra os cortes na educação básica e superior.

O sindicato dos Trabalhadores na Educação, através da sua coordenadora local, Gloria Canário anuncia uma mesa de debates prevista para às 14h30 desta quarta-feira(15) no Centro de Ensino Rural Julita Constância de Assis, com a pauta  entre as quais se destacam:

· A proposta de reforma da Previdência altamente prejudicial para os mais pobres e para o magistério e trabalhadores/as rurais;

· Os sucessivos cortes nas políticas educacionais (ensino superior e educação básica) e a ameaça de acabar com a vinculação constitucional que assegura recursos para a educação (Fundeb e outras políticas);

· O patrulhamento ideológico nas universidades e a ofensiva da Lei da Mordaça (Escola sem Partido ou de Partido Único?);

· A perseguição ao pensamento crítico com enxugamento de verbas para os cursos de filosofia e sociologia nas universidades;

· O viés privatista e sectário que fomenta as políticas de vouchers e a educação domiciliar;

· A agressão à gestão democrática e à autonomia das escolas através da militarização escolar;

· A inoperância inescrupulosa do Ministério da Educação, que afeta a qualidade do atendimento público nas escolas, institutos federais e universidades;

· A revogação de inúmeros conselhos de acompanhamento social, impondo retrocessos à gestão democrática estatal;

· O ataque à organização sindical (MP 873) com o objetivo de enfraquecer a luta social contra esses desmandos praticados em pouco mais de quatro meses.

Além das pautas retrogradas na educação, várias outras ações governamentais têm colocado em risco a sociedade, o meio ambiente e o trabalho no Brasil, a exemplo do que segue abaixo:

· Decreto 9.685 revogou parte do Estatuto do Desarmamento para permitir o porte desmedido de armas de fogo por cidadãos comuns;

· Projeto de Lei “Anticrime”, do ministro Sérgio Moro, pretende tornar inimputável a força policial contra cidadãos, sobretudo jovens e negros;

· Transferência da demarcação de terras indígenas da Funai para o Ministério da Agricultura, amplamente controlado pelo agronegócio;

· Degradação do meio ambiente com a ampliação do desmatamento e a liberação de defensivos agrícolas nas lavouras, com estímulo à caça e à comercialização da fauna e da flora;

· Fim do Ministério do Trabalho, tornando a classe trabalhadora ainda mais refém da ganância do capital;

· Revogação da política de ganho real do salário mínimo e suspensão de benefícios assistenciais e previdenciários que atingem os mais necessitados;

· Cortes na base de atendimento do programa Bolsa Família, medida iniciada ainda no governo Temer, entre tantas outras (des)medidas que visam aniquilar direitos e garantias assegurados na Constituição Federal