Em nove dias, governo Bolsonaro voltou atrás pelo menos sete vezes

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A julgar pelos primeiros dez dias, o mandato do presidente Jair Bolsonaro (PSL) promete muitas idas e vindas. O novo governo voltou atrás até agora em pelo menos sete decisões que foram mal planejadas e/ou que tiveram repercussão ruim.

O histórico mostra problemas de relação no alto escalão do governo. Algumas das crises são motivadas pela inabilidade de nomeados, como no caso da presidência da Apex (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), cujo escolhido deixou o cargo em menos de uma semana.

Outros problemas são gerados pelo apetite e pressa de alguns por cargos e altos salários, como no caso da nomeação do filho do General Mourão (apelidado de “nepotismo técnico” até por apoiadores) para um cargo comissionado que triplicou seu salário. Funcionário de carreira há anos do banco estatal, o filho do vice-presidente não precisou esperar nem duas semanas para receber o aumento astronômico que recebeu assim que o pai subiu ao poder.

O histórico de idas e vindas envolve livros didáticos, reforma agrária e até a queda de nomeado que não tinha competência para o cargo.

Veja, AQUI, as primeiras trapalhadas que o Brasil já assistiu na era Bolsonaro.