Garibaldi e o ciclo que se encerra

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O senador Garibaldi Filho derrotou, em sua carreira política no Executivo, todos os grandes expoentes da família Maia. Em 85 derrotou Wilma Maia na disputa pela Prefeitura de Natal. Em 94 derrotou Lavoisier Maia no primeiro turno, na disputa pelo Governo do Estado. Em 98 derrotou José Agripino Maia quando foi reeleito governador.

Mas foi Wilma Maia, derrotada por Garibaldi, após retirar o sobrenome tradicional e se apresentar como Wilma de Faria, que deu o troco ao grande líder do MDB. Em 2002 Wilma se elegeu governadora, derrotando Fernando Freire (PP), o vice que assumiu o governo quando Garibaldi se elegeu senador. Freire, o candidato de Garibaldi, estava no governo e não se reelegeu, perdendo para Wilma. De Faria.

Em 2006 Wilma – de Faria – deu o troco diretamente a Garibaldi, derrotando o próprio, se reelegendo governadora, na disputa que ficou conhecida como ‘a surra de saia’ em Garibaldi. Em 2010, Garibaldi voltou a derrotar Wilma na disputa pelo Senado. Ele e Agripino se elegeram e Wilma foi derrotada mais uma vez por Garibaldi, e pela primeira vez por um ex-familiar Maia. 2010 foi a eleição em que Garibaldi teve 1.042.272 votos (35,03%), José Agripino 958.891 votos (32,23%), e Wilma apenas 651.358 votos (21,89% dos válidos).

Agora em 2018, Garibaldi foi derrotado, e o Maia mais representativo da família, José Agripino, também. É um ciclo onde as duas famílias que estiveram unidas e separadas, dependendo do contexto eleitoral, se encerra.

Fonte: Thaísa Galvão