Irmãs Josefinas 50 anos presentes em Cerro Corá

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O jubileu de ouro comemorando a presença em Cerro Corá das irmãs Josefina, teve seu ápice, neste domingo(21), quando foi celebrada a missa de encerramento de uma semana muito especial para elas, cheia de atividades religiosas.

 

 

 

 

 

A missa foi celebrada por Dom Antonio Carlos, bispo diocesano, foram realizadas homenagens, apresentação de crianças que são orientadas pelas irmãs, e ao final aconteceram entrega comenda e o decerramento de uma placa comemorativa.

Retrospectiva dos 50 ANOS DE MISSSAO CUMPRIDA COM ÊXITO.

        Por volta de 1933,o Monsenhor Luiz Carvalho Rocha, através de Dom Antônio de Almeida Lustosa, empenha-se na fundação do Instituto Josefino na cidade de Fortaleza. Em fins da década de quarenta, o Mons. Luiz Rocha convidou a senhorita Rosita Paiva, uma das moças que colaborava com ele nos trabalhos da catedral, para fundar a nova congregação. Surge então a fundação da primeira “Casa Comum”. A partir de então, surgiram inúmeras vocações religiosa, com a carisma josefino.

       O patrono da Congregação é São José, por isso são conhecidas por irmãs Josefinas, essas, por sua vez se consagram a Deus pelos votos de castidade, obediência e pobreza. Abraçam a vida religiosa em missões, trabalhos de evangelização e outros segmentos na sociedade como educação formal e informal e promoção social. E muitas vezes desempenham suas atividades discretamente.

       A atuação das irmãs Josefinas na nossa comunidade começa no dia 28 de julho de 1969, quando chegam a Cerro Corá, quatro irmãs Josefinas, Maria do Socorro Vieira, Maria Auxiliadora L. Rios, Antônia Souza do Nascimento e Maria Anacleta Silva. Dona Rosita Paiva, juntamente com mais algumas irmãs e o Bispo Dom Expedito Eduardo de Oliveira, acompanharam estas irmãs neste dia, para então começarem a atuarem na comunidade paroquial de São João Batista. Na época acima citada, o vigário de Cerro Corá era Pe. Ausônio de Araújo Filho, que juntamente com as leigas, Maria Galvão e Zilma Pereira , prepararam a recepção de acolhida aos visitantes e as primeiras freiras que a partir de então, fixariam residência neste município. Às 16 horas deste mesmo dia,  foi celebrada a missa de acolhida, presidida Dom Expedito e concelebrada por Pe. Ausônio.

       A partir da fundação da casa, inúmeras irmãs passaram por aqui. Registra-se até o momento atual, cinquenta e sete josefinas. Descrever a atuação de cada uma que passou por aqui torna-se impossível, no entanto, cada uma deixou fixado seu exemplo de fé e dedicação como servas do senhor, e também o seu legado. Dedicaram-se especialmente a evangelização de crianças, adolescentes, jovens, adultos e idosos, dentre outros segmentos. Portanto, com esta dedicação é que contamos hoje com vinte e três  grupos ,entre movimentos e pastorais em nossa comunidade, cada um desempenhando o papel de cristão comprometidos com Deus e com nossa Paróquia. Vale destacar o programa de evangelização que surgiu nos anos 90, através dos autos falantes da igreja Matriz, com o título: dez minutos com Cristo, apresentado aos sábados,  onde a Cidade parava para ouvir as inesquecíveis crônicas de Monsenhor Ônio, e hoje temos diariamente, uma hora de evangelização através do rádio, e ainda contamos com as redes sociais, que expande estes momentos de evangelização.

      As irmãs foram campeãs nas campanhas para construção das capelas, teve época que percorriam até as cidades mais distantes para angariar recursos para construção dessas capelas. Hoje, nossa comunidade conta com dez capelas concluídas e três em construção. É impossível ter a merecida assistência sem o apoio das irmãs e dos leigos engajados nas comunidades, pois são muitas as atribuições para um padre sozinho.

       Inicialmente, as irmãs Josefinas residiam na casa paroquial, tendo em vista que aqui não residia o padre, vindo apenas celebrar nos finais de semana. Com a chegada do padre Erivan Primo, que fixou morada em nossa comunidade, as irmãs passaram então a residir em casas cedidas por pessoas da comunidade, o que se tornou uma dificuldade aqui enfrentada. No ano de 2012 quando surgiu o comentário de que a casa das irmãs seria fechada, alguns paroquianos recorreram a Diocese, daí então, o bispo se deslocou até aqui para ouvir a comunidade, conselho paroquial e autoridades, que juntos se comprometeram de reformarem parte do centro de pastoral em uma residência para as irmãs, cuja foi nomeada, casa Judite Marinho, hoje contamos com uma residência própria para as mesmas.

      Somos gratos a Dom Manoel Delson Pedreira da Cruz, que na época atendeu nosso apelo, e aqui estão nossas queridas irmãs no nosso meio, há 50 anos servindo na nossa comunidade e graças a elas e aos nossos queridos padres que por aqui passaram e as apoiaram e atualmente Pe. Marquinhos , mesmo diante das dificuldades financeiras que a paróquia enfrenta.

      Através delas, neste ano jubilar vem surgindo mais uma semente, o movimento dos leigos Josefinos, para apoiar cada vez mais nosso Padre e nossas irmãs no trabalho de evangelização. Que elas permaneçam mais cinquenta e cinquenta anos no meio de nós.

 Contamos com o apoio do nosso bispo Dom Antônio e do nosso Padre Marquinhos, para que mantenha a permanência da presença destas tão importantes mulheres que deixam suas famílias de origem para dedicarem suas vidas a serviço de Nosso Senhor Jesus cristo no meio de nós.

         A comunidade cerrocoraense estará sempre de braços abertos para acolhê-las.

GRATIDÃO IRMÃS PELO LEGADO DE CADA UMA DE VOCÊS NO MEIO DE NÓS.

TEXTO: Maria da Glória da Silva Canário