Sesap convoca Dia D de vacinação contra a poliomielite para sábado (17)

O Rio Grande do Norte tem apresentado baixos índices de vacinação contra a poliomielite, por isso a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) convocou todos os municípios potiguares para a realização do Dia D de imunização neste sábado (17).

A Coordenação Estadual de Imunizações alerta que os baixos índices de vacinação contra a poliomielite podem levar ao risco de reintrodução do poliovírus servagem (PVS), além do surgimento do poliovírus derivado vacinal.

Uma Nota Informativa foi enviada pela Sesap aos 167 municípios do RN com a orientação de que realizem ações para intensificar a vacinação. A meta é vacinar 95% do público-alvo, que é de crianças entre 1 e 5 anos. Para isso a Secretaria vem elaborando uma série de instrumentos técnicos com algumas estratégias que podem ser efetivadas pelos municípios na perspectiva de mudar esse cenário de baixas coberturas vacinais no estado.

“É importante reafirmamos que as vacinas salvaram mais vidas do que qualquer outra inovação médica da história, e que nós precisamos intensificar as ações de vacinação na rede de atenção primária e efetivar um grande pacto coletivo, envolvendo secretarias de estado, a população e o controle social, para que possamos reverter esse cenário que é bastante preocupante”, disse a coordenadora de vigilância em saúde da Sesap, Kelly Lima.

UFRN – Especialistas explicam quem são as vítimas atuais da covid-19, doença que ainda mata mais de 2 mil por mês no Brasil

O Brasil já registra mais de 685 mil mortos pela covid-19 e mais 34,5 milhões de infectados. No momento mais crítico da pandemia, ouvíamos notícias de milhares de mortes por dia e sentíamos esse drama na pele com a perda de familiares, amigos ou conhecidos.

Depois da vacina, que demonstrou resultados logo nas primeiras doses, com maior eficiência após as doses de reforço, o índice de óbitos diminuiu significativamente, a ponto de os órgãos de saúde flexibilizarem as medidas de biossegurança. Hoje são raras as pessoas que andam de máscara ou comentam sobre o coronavírus no seu dia a dia. Acontece que ainda não foi decretado o fim da pandemia e muita gente continua morrendo todos os dias no mundo e no Brasil.

De acordo com o Consórcio de Veículos de Imprensa, formado pelo G1, O Globo, Extra, O Estado de São Paulo, Folha de São Paulo e UOL, a quantidade de mortos pela doença tem diminuído peremptoriamente, mas a média móvel nacional ainda é de 79 óbitos por dia.

No dia 7 de setembro, por exemplo, a média era de 94 óbitos apurados. Em agosto, era 128. Contudo, ainda que a redução seja representativa, se considerarmos o último índice observado (79 mortes/dia) e multiplicarmos por 30 (referente a um mês), chegamos a mais de 2.300 mortes em consequência do vírus.

Diante disso, uma das questões a que se deve dar foco é: quem são essas vítimas? A infectologista Eveline Pipolo Milan, professora do Departamento de Infectologia da UFRN e médica no Hospital Giselda Trigueiro, referência para doenças infectocontagiosas no RN, explica que as principais vítimas são pessoas não vacinadas ou parcialmente vacinadas com 1 ou 2 doses e pessoas portadoras de sérias comorbidades descontroladas, como doenças cardiovasculares, renais e diabetes.

“O que vemos hoje é que esse perfil de paciente, quando contrai covid, descompensa a doença ou doenças de base e, muitas vezes, vai a óbito mais pelo agravamento daquela doença que já era descontrolada e que se agravou pela covid”, complementa.

O RN é um dos 15 estados em queda de novos casos, segundo o levantamento do Consórcio de Veículos de Imprensa. Ion de Andrade, médico epidemiologista e professor e pesquisador da Escola de Saúde Pública do RN, explicou que a prevenção segue três fases: a prevenção primária, que consiste em evitar que as pessoas adoeçam, a prevenção secundária, que é o fornecimento de tratamento adequado caso a pessoa tenha sido contaminada, e a prevenção terciária, que é a reabilitação do paciente.

Ion alerta que, apesar da situação, o Brasil não definiu o quantitativo de leitos críticos que deve permanecer aberto para o caso de repique da covid, ou seja, o que deve ficar disponível caso venha a subir a média de casos e mortes. Se isso acontecer, mesmo com a experiência adquirida durante esses dois anos, as medidas adotadas seriam feitas de maneira improvisada.

“Há muitas questões que não estão dadas, mas que foram respondidas para outras doenças que são base para o funcionamento do SUS, como a aids e a tuberculose. Hoje a OMS (Organização Mundial de Saúde) já atestou a eficácia de alguns medicamentos para o controle de casos graves de covid, porém: esses medicamentos estão disponíveis? Se a pessoa adoecer, ela irá poder se tratar de maneira fácil? Além disso, ainda há a questão do diagnóstico, que se tornou muito fácil por causa dos testes de farmácia, mas a nossa população pobre tem acesso? Ela pode, tão facilmente quanto as pessoas de renda mais alta, se diagnosticar? Portanto, do ponto de vista da prevenção, ainda estamos muito atrás”, coloca o médico.

Na visão do especialista, estamos vivendo os ganhos da imunização, o que significa que os casos de covid que continuam acontecendo são, na maioria, casos leves, que não levam a internamentos ou óbitos. “A proporção de casos graves e caso totais se tornou muito menor em função da vacinação, portanto isso sublinha a importância da adesão. Essa é a principal ferramenta, hoje, para nós termos a covid-19 sob certo controle, comparativamente ao que foi nos anos anteriores quando as vacinas não estavam disponíveis” indica.

Eveline confirma que o número de casos, internações e óbitos foi caindo ao longo do tempo graças, principalmente, às vacinas aplicadas. Ion de Andrade também compartilha do mesmo pensamento e explica que, se olharmos os gráficos dos óbitos, a quantidade diminuiu muito, assim essas mortes se tornam menos visíveis à população porque atingem um número menor de pessoas. “Enquanto atualmente são centenas, elas já foram muitos milhares, portanto a magnitude não é a mesma, mas ainda é uma doença muito impactante quanto ao número de óbitos. É importante que se saiba que a covid veio para ficar e vai demorar muito para que isso seja uma página virada, o vírus continua circulando e pessoas continuam morrendo” finaliza.

Walfredo Gurgel volta a ficar lotado e 80 pacientes esperam por cirurgia

O Hospital Estadual Walfredo Gurgel voltou a registrar superlotação em corredores e em leitos de enfermaria da unidade, que é o maior hospital público do Rio Grande do Norte. A fila no Walfredo até o fechamento desta edição era de 80 pessoas aguardando cirurgias ou transferência para outros hospitais, com perspectiva de diminuição deste número nesta sexta-feira (09).

Na última quarta-feira (07), eram pelo menos 100 pacientes. Como a demanda ortopédica é a maior do Walfredo, a Secretaria de Estado da Saúde Pública do RN (Sesap) vai abrir leitos em duas unidades para tentar minimizar o problema.

De acordo com o secretário de Saúde do RN, Cipriano Maia, há perspectivas de abertura de 12 leitos específicos de ortopedia em até 30 dias no Hospital Deoclécio Marques, em Parnamirim. A expectativa é ter mais um espaço de apoio para cirurgias ortopédicas além do Walfredo Gurgel. O Deoclécio já tem capacidade para cirurgias.

“Estamos buscando ativação de leitos, já fizemos no João Machado nas últimas semanas, fizemos no Giselda, com ativação de 30 leitos que estavam desativados no pós-pandemia e estamos na perspectiva de ativar 12 leitos de ortopedia de enfermaria no Deoclécio Marques, onde já ativamos 06 leitos de UTI”, apontou.

Segundo a Sesap, foram abertos 8 leitos de neurocirurgia no João Machado e outros 10 leitos gerais, com expectativa de se abrir outros seis leitos clínicos na semana que vem.

“Nossa equipe está trabalhando na desospitalização, que é uma orientação que já estamos fazendo. Se o paciente foi atendido por um trauma e pode esperar em casa, que vá esperar em casa com garantia de cirurgia marcada, como também viabilizando a transferência de pacientes para outros hospitais que possam recebê-los por estarem estáveis, por estarem apenas completando um tratamento de medicamentos e com isso desafogarmos o hospital”, comenta.

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Ministério da Saúde vai prorrogar campanha de vacinação contra a poliomielite

O Ministério da Saúde vai prorrogar a campanha de vacinação contra a poliomielite até 30 de setembro diante da ainda baixa cobertura vacinal contra a doença. O prazo inicial da campanha que começou em 8 de agosto era até esta sexta-feira (9).

Até o momento, segundo dados do Ministério, 34% do público-alvo de 1 a 4 anos tomou a vacina que previne contra a paralisia infantil. A meta do Ministério é vacinar 95% do público-alvo de 14,3 milhões de pessoas.

A campanha nacional contra a pólio busca alcançar crianças menores de 5 anos que ainda não foram vacinadas com as primeiras doses do imunizante (que é aplicado as 2, 4 e 6 meses de idade, via injeção intramuscular) e incentivar a aplicação da dose de reforço, que acontece por meio da conhecida gotinha.

Sanciona lei que reduz idade mínima para laqueadura

O presidente Jair Bolsonaro sancionou a Lei 14.443/22 que diminui de 25 para 21 anos a idade mínima para esterilização voluntária e permite que, na mulher, o procedimento seja feito logo após o parto. O texto, que altera a Lei do Planejamento Familiar, também exclui da legislação a necessidade de consentimento expresso de ambos os cônjuges para a esterilização.

De acordo com o texto, a idade mínima não é exigida de quem já tiver pelo menos dois filhos vivos. A lei mantém o prazo mínimo de 60 dias entre a manifestação da vontade e o procedimento cirúrgico de esterilização, mas inova ao permitir à mulher a esterilização durante o período do parto.

O texto garante ainda a oferta de qualquer método e técnica de contracepção no prazo máximo de 30 dias.

Atualmente a Portaria 48/99 do Ministério da Saúde, que regulamenta a lei, proíbe a laqueadura durante períodos de parto, aborto ou até o 42º dia do pós-parto ou aborto, exceto nos casos de comprovada necessidade.

A lei foi publicada no Diário Oficial da União de hoje (5) entrará em vigor 180 dias após a publicação.

Covid-19: vacina brasileira mira variantes e facilidades logísticas

Oito em cada dez brasileiros já tomaram duas doses ou a dose única das vacinas contra a covid-19 e pouco mais da metade dos brasileiros já recebeu ao menos a primeira dose de reforço. Com tantas pessoas imunizadas, a mortalidade pela doença segue em queda, mas pesquisadores continuam a trabalhar para não perder a corrida contra a evolução genética do coronavírus e continuar a reforçar a imunidade da população no futuro.

É o caso da equipe do CT Vacinas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que neste momento reúne os últimos documentos para que um projeto de vacina 100% nacional tenha os testes em humanos iniciados em 2023.

A SpiN-TEC, como é chamada a vacina mineira, começou a ser desenvolvida em 2020, quando as variantes ainda não eram preocupação. De lá pra cá, o cenário epidemiológico mudou diversas vezes, com ondas de casos provocadas pelas novas versões do SARS-CoV-2, cada vez mais transmissíveis pelas mutações associadas à proteína Spike – também chamada de proteína S-, principal arma do vírus para invadir as células humanas.

Ministério da Saúde lança guia para médicos sobre gestantes e bebês

Alterações estruturais ou funcionais no desenvolvimento de bebês durante a gestação e que podem ser detectadas durante ou após o nascimento estão no Guia prático: diagnóstico de anomalias congênitas no pré-natal e ao nascimento. Segundo o Ministério da Saúde, responsável pela publicação direcionada aos médicos, o diagnóstico é fundamental não só para orientar o cuidado e atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS), mas também para buscar diminuir os impactos dessas condições na vida de pacientes e seus familiares. Além disso, se detectadas em tempo, algumas dessas alterações podem ser prevenidas.

Números

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) revelam que aproximadamente 295 mil recém-nascidos morrem por ano em decorrência dessas condições. “No Brasil, elas já representam a segunda principal causa de mortalidade infantil. Conforme dados do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (Sinasc), são notificados no país, anualmente, cerca de 24 mil nascidos vivos com alterações congênitas (menos de 1% de todos os nascidos vivos)”, destacou o Ministério da Saúde.

Vacinação no RN contra a influenza está disponível até 30 de setembro

Para aumentar o percentual de cobertura vacinal contra a influenza no RN – que atualmente está em 54,5% – a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) convoca a população, a partir dos seis meses de idade, que ainda não está imunizada a procurar os postos de vacinação até o dia 30 de setembro, data que encerra a campanha em 2022.

“A Influenza já matou mais de 1.700 pessoas no Brasil apenas em 2022 e 70% dos óbitos por influenza no país são pessoas que estão dentro dos grupos prioritários da campanha. É importante que as pessoas se vacinem para que não tenhamos um novo surto da doença devido às baixas coberturas vacinais.” disse Laiane Graziela, coordenadora do Programa de Imunização da Sesap.

Polio

Em setembro também, no dia 09, encerra a Campanha Nacional de Multivacinação que foca principalmente na vacina contra a poliomielite para a faixa etária de 1 ano a menores de 5 anos de idade, além de reduzir o número de não vacinados entre crianças e adolescentes menores de 15 anos de idade.

A estratégia da multivacinação se justifica diante do cenário de baixas coberturas vacinais em todo o país e pela reintrodução do sarampo no Brasil. Atualmente, os estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Amapá registram surto da doença, de acordo com o Ministério da Saúde. Outras doenças, até então controladas como a poliomielite também correm esse risco.

Até o dia 25 de agosto o percentual de vacinação contra a poliomielite no Rio Grande do Norte estava em 15,02% e a meta é vacinar 95% das crianças menores de 5 anos, totalizando 229.282 crianças no estado. Desde 2017 o RN não vem conseguindo atingir o percentual de cobertura para a pólio estipulado pelo Ministério da Saúde. Em 2021, o número foi de 69,88%; em 2020 um total de 69,7%; em 2019 atingiu 80,74%; em 2018 obteve 90,32% e chegou aos 69,52% em 2017. O último caso da pólio registrado no RN ocorreu em 1989, no município de São José do Seridó.

“É fundamental garantir a proteção dessas crianças para que doenças já erradicadas, como a pólio, não voltem para o nosso país”, reforçou a coordenadora do Programa de Imunização da Sesap.

Índice de infecção de varíola de macacos cresce no RN e possui 65 casos suspeitos, Cerro Corá e Lagoa Nova na lista

“O estado do Rio Grande do Norte chegou a marca dos 18 casos da varíola dos macacos, também conhecida pela vírus Monkeypox.

O número assusta, principalmente, pelo crescente índice de casos suspeitos que chegou a 65, de acordo com os dados divulgados na terça-feira (23) pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS) e pela Secretaria de Estado da Saúde Pública do RN (Sesap).

No último sábado (20), eram 18 casos confirmados registrados e 57 suspeitos.

Os 65 casos suspeitos estão distribuídos entre várias cidade do Rio Grande do Norte:

Tibau do Sul (1)
São Rafael (2)
São Gonçalo do Amarante (2)
Riachuelo (1)
Parnamirim (7)
Nova Cruz (3)
Natal (25)
Mossoró (1)
Marcelino Vieira (1)
Lagoa Salgada (1)
Lagoa Nova (1)
Jandaíra (5)
Extremoz (6)
Ceará-Mirim (1)
Baraúna (1)
Angicos (1)]
Cerro Corá (1)
Bento Fernandes (01)
São José de Mipibu (3)
País Portugal (1)
A DOENÇA

A Varíola dos Macacos é uma doença causada pelo vírus “Monkeypox”, que pertence à mesma família do vírus que causava a varíola. É uma doença que pode infectar tanto os seres humanos quanto os animais e, por isso, ela é uma zoonose. O período de incubação do vírus se dá por volta de 7 a 21 dias. Após esse período, o paciente apresenta febre alta, mialgia, fadiga, dor de cabeça, cansaço, dor nas costas e aumento dos glânglios linfáticos. Uns dois ou três dias após o quadro febril, inicia o aparecimento das erupções (bolhas) na pele.

Com informações do Agora RN

Quadro epidemiológico continua no RN

A Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap) recuou e afirmou nesta quarta-feira (24) que o quadro de epidemia de arboviroses está mantido no RN.

Na terça (23), a Sesap divulgou nota onde anunciava o fim da epidemia no estado. Em nova nota dvulgada nesta quarta a secretaria corrigiu a informação e disse que “o quadro epidemiológico das arboviroses no Rio Grande do Norte segue inspirando cuidados, mantendo-se o cenário de epidemia”.

De acordo com a Sesap, o Estado considera que mesmo com uma redução do número de casos, ainda há a necessidade de se manter os cuidados em nível alto.

O Rio Grande do Norte decretou emergência e reconheceu a epidemia de dengue, zika e chikungunya no dia 20 de maio deste ano.

De acordo com o boletim epidemiológico divulgado na terça, o estado soma 7.512 confirmações de casos de dengue, 2.798 casos confirmados de Chikungunya e 468 casos confirmados de Zika, sendo 20 em gestantes.

Nesta quarta a Sesap reforçou que mantém ações, em conjunto com os municípios, e renovou o apelo à população para a vigilância em potenciais locais de acúmulo de água para que não venham a tornarem-se criadouros do Aedes Aegypti.

Do g1 RN